ESTUDO REVELA BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE CARBOIDRATO À NOITE

|0 comentários
Sabe aquele papo de que comer massas, pães, arroz e outros itens ricos em carboidrato após anoitecer seria quase um sacrilégio? Estudo diz que o consumo do nutriente nesse horário aplaca a fome durante o dia, facilitando a perda de peso


Todos os anos, no nono mês do calendário islâmico, os muçulmanos dão início ao Ramadã. O período sagrado, com duração de 30 dias, celebra a revelação do Corão a Maomé e é marcado por determinadas restrições. Uma delas é jejuar desde o amanhecer até o sol se pôr. Só depois, com o cair da noite, é que as refeições estão, finalmente, liberadas. Esse baita chacoalhão nos hábitos alimentares acabou por despertar o interesse da ciência. Estudos mostraram, por exemplo, uma alteração nos padrões de liberação da leptina, hormônio que sinaliza para o cérebro que é hora de soltar o garfo. 

Inspirados por esse dado, pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, decidiram investigar o que acontece com a saciedade e a saúde de quem espera o jantar para comer carboidratos. Na pesquisa, vale frisar, foi observado o sobe e desce não só da leptina mas de outros dois importantes hormônios: a grelina e a adiponectina. "A primeira desencadeia a fome, e a segunda, entre várias funções, facilita a ação da insulina", resume o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. 

Emagrecer sem sentir fome é um dos grandes segredos para não sabotar a dieta 

A experiência israelense contou com a participação de 78 policiais gordinhos. Eles seguiram uma dieta de aproximadamente 1 500 calorias, composta de 20% de proteínas, de 30 a 35% de gorduras e de 45 a 50% de carboidratos - ou seja, equilibrada e digna de quem deseja caber em uma calça dois números menor. A diferença crucial é que, enquanto uma parte dos voluntários podia distribuir o consumo dos carboidratos no decorrer do dia, a outra foi orientada a concentrar a ingestão desse macronutriente no mítico período noturno. 

Depois de seis meses, todo mundo eliminou, em média, 10 quilos. Porém, o que realmente surpreendeu foi a mudança no padrão de secreção hormonal daqueles que esperaram o sol se despedir para levar o carboidrato à mesa. "A leptina, substância que diminui o apetite, subiu durante o dia, momento em que não houve pico de grelina, o hormônio da fome", descreve a nutricionista Rávila Graziany, da Universidade Federal de Goiás. "Esse padrão provavelmente explica o fato de esse grupo ter apresentado índices bem maiores de saciedade", conclui. 

No dia a dia, o resultado representaria grande vantagem para quem trava uma batalha contra o ponteiro da balança. "Se a pessoa emagrece e, ao mesmo tempo, sente menos vontade de comer, há mais chances de ela se manter fiel à dieta", calcula o nutricionista e farmacêutico bioquímico Gabriel de Carvalho, membro do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. 

Mas não é só por isso que a análise da Universidade Hebraica gera grande interesse e - por que não? - alegria. "Ela quebra aquele paradigma de que não se deve comer carboidratos à noite", avalia o endocrinologista Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sbem. Paradigma, diga-se de passagem, que nunca teve comprovação científica. "Os verdadeiros responsáveis pelo ganho de peso são a ingestão exagerada de calorias, a alimentação desequilibrada e o sedentarismo", enumera a nutricionista Joyce Gouveia, da Divisão de Nutrição e Dietética do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Outro argumento que advoga em favor do macarrão no jantar é que o hormônio adiponectina apareceu em níveis bem mais elevados entre aqueles que apostaram na dieta, digamos, inusitada sugerida pelos estudiosos. "Essa substância é considerada protetora, uma vez que favorece a ação da insulina e, consequentemente, o aproveitamento da glicose pelas células", aponta o endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Dessa forma, o risco de desenvolver diabete despenca." 

Reduzir a gordura abdominal afasta um monte de doenças 

A adiponectina igualmente exerce um efeito anti-inflamatório e, por isso, ter uma boa quantidade desse hormônio passeando pelo corpo é capaz de beneficiar cérebro, coração, fígado... Enfim, todos os órgãos que sofrem com a inflamação decorrente da obesidade. Aqui, devemos ser justos: não foi só a adiponectina que tornou o quadro menos desastroso. A turma que comeu carboidrato à noite também viu a proteína C-reativa - um indicador do estado inflamatório - sofrer uma queda vertiginosa, de quase 28%. No outro grupo, a redução foi de apenas 5,8%. "Atualmente, esse é um dos principais marcadores associados a doenças cardiovasculares", informa o nutricionista Gabriel de Carvalho. 

Ou seja, sofrer um infarto ou derrame se tornou uma realidade mais distante para esse pessoal, já que, de quebra, eles viram as taxas de colesterol HDL subir. A versão é aclamada porque faz uma faxina na circulação, varrendo o colesterol que seu parente de má índole, o LDL, deixa para trás. Esse tipo traiçoeiro, só para constar, deu as caras em menores quantidades em todos os voluntários, assim como os triglicerídeos. "A melhora desses parâmetros foi surpreendente e é muito bem-vinda para a saúde geral do indivíduo", avalia o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. 

Um dos principais patrocinadores de todas essas benesses nos participantes foi a perda de gordura estocada na cintura, região na qual é produzida uma série de hormônios. Apesar de os pesquisadores não terem se debruçado sobre esse aspecto, sabe-se que as dobrinhas na área têm relação até com o câncer. "Quando a circunferência abdominal é avantajada, há maior produção de insulina. E esse hormônio impulsiona uma molécula chamada IGS1, que está por trás de tumores no intestino grosso, esôfago, ovário, entre outros", esmiúça Pedrinola. 

Mas nada disso é motivo para lotar o prato de carboidratos em todas as refeições. Em excesso, o macronutriente induz exatamente o oposto de todas as benfeitorias descritas ao longo da reportagem, começando pela disparada do peso corporal. O que muda na história é que agora ninguém precisa dispensar um saboroso jantar - com arroz ou batata - para se manter magro e saudável. 

Sabotadores da saciedade
Certos medicamentos, como algumas classes de antidepressivos, podem atuar no centro de fome e saciedade. "Daí o risco de engordar", observa Amélio Godoy Matos, da Sbem. Para a mulher, outro fator que mexe no apetite é a TPM. "Com a baixa de serotonina, ela tende a procurar mais carboidratos", justifica Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein. 

A dança dos hormônios
Conheça melhor as moléculas estudadas pelos cientistas israelenses 

Leptina - O nome vem do grego leptos, que significa magro. E o motivo é justo: ao alcançar o cérebro por meio da corrente sanguínea, esse hormônio se liga a determinados receptores no hipotálamo, desencadeando a sensação de barriga cheia. A leptina é produzida no tecido adiposo e, por isso, até está aumentada nos mais cheinhos. Só que eles são resistentes à sua ação. O pico de produção costuma acontecer à noite e nas primeiras horas do dia. No estudo, entretanto, quem comeu carboidratos depois do pôr do sol apresentou mais leptina durante a tarde, o que resultou em uma maior saciedade. 

Grelina - A alcunha se origina do proto-indo-europeu ghre, correspondente, em inglês, a grow, que quer dizer crescer. Isso porque uma de suas principais funções é justamente estimular a liberação do GH, hormônio que, entre outras coisas, faz as crianças espicharem. Talvez para facilitar essa tarefa, a grelina também promoveria o apetite. Sua concentração costuma ser alta durante o jejum ou em períodos que antecedem as refeições, caindo logo após nos alimentarmos. No grupo da dieta experimental, o pico de liberação desse hormônio se desviou para a noite, o que pode ter culminado em maior controle da fome. 

Adiponectina - Possui propriedades antiaterogênicas - ou seja, evita o depósito de gorduras nas artérias - e anti-inflamatórias. Além disso, dá uma força à ação da insulina, reduzindo o risco de diabate. Assim como a leptina, é fabricada pelo tecido adiposo. Mas curiosamente as taxas de adiponectina caem à medida que a massa gorda aumenta. É que, ao ganhar volume, a célula de gordura passa a secretar outras substâncias - estas pró-inflamatórias - de forma intensa. Na pesquisa israelense, houve um salto nos níveis de adiponectina quando a ingestão de carboidratos ocorreu ao escurecer. 

Carboidratos simples
São aqueles compostos de moléculas menores, os dissacarídeos. Como consequência, levam pouco tempo - em média, 15 minutos - para alcançar a corrente sanguínea. Para quem precisa de energia imediata, são boas pedidas. "Contudo, eles contribuem para picos glicêmicos, o que pode ocasionar o ganho de peso e prejudicar quem tem diabete", informa a nutricionista Joyce Gouveia, do Hospital das Clínicas. Os doces e o açúcar das frutas estão nesse time. 

Carboidratos complexos
Formados por polissacarídeos, eles demandam um tempo de digestão de até duas horas. "Nesse grupo estão os cereais, a exemplo do arroz, da aveia e do trigo, e seus derivados, como pães, massas e farinhas, além de tubérculos e raízes", lista Joyce. As opções integrais são as mais vantajosas, porque reúnem boas doses de fibras e, assim, dão saciedade extra e têm menor impacto glicêmico - isso significa que mandam glicose para o sangue gradualmente. 

A tal carga glicêmica
Antes de julgar um alimento tomando como base apenas a velocidade com que ele dispara a glicose no sangue, é bom saber que algumas combinações podem ser favoráveis por causa da carga glicêmica final. Um exemplo: não tem problema se entregar a uns quadradinhos de chocolate ao final de uma refeição, desde que essa tenha sido fonte de carboidratos complexos, preferencialmente os integrais. O mesmo raciocínio serve para as frutas. Se consumi-las com casca ou bagaço, dá para escapar dos picos de glicemia.
A partir da Revista Saúde. Leia no original

PÃO AGORA REPRESENTA SABOR E SAÚDE

|0 comentários
Ele ganhou novos ingredientes,
que afastam ameaças como a obesidade

Historiadores relatam que na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, o pão simbolizava status. Mas, enquanto a nobreza se deliciava com receitas à base de farinha branca, aos plebeus restava a versão integral. Passadas centenas e centenas de anos — e após a comprovação de benefícios em dezenas de pesquisas —, o que se vê é a valorização dos ingredientes recusados pela elite daquela época. Ironia: o alimento dos pobres seria o mais nobre. Hoje é possível achar pães com até 14 grãos.

À massa de trigo, foram incorporados a aveia, a linhaça, a quinua, o centeio, a castanha- do-pará, a cevada e outros itens, alguns no mínimo inusitados, caso do badalado grão de chia, sem falar do prosaico feijão. "No caso, apostamos no feijão-branco, porque seu gosto e sua coloração são menos marcantes do que os de outras variedades", conta a bioquímica Renata Ramos, da Universidade do Vale dos Sinos, no interior do Rio Grande do Sul. A professora e o chef Alexandre Baggio desenvolveram um pão com maior percentual de proteína e fibras. "Essa soma de nutrientes prolonga a saciedade e, por isso, contribui para o controle do peso", explica. A turma do laboratório gaúcho, que topou experimentar a iguaria feita com a farinha de feijão, aprovou tanto seu sabor quanto sua aparência.

Outro pãozinho de sucesso vem do Rio de Janeiro. Lá a novidade são massas elaboradas com açaí, granola e até iogurte fermentado, que é cheio de micróbios benfeitores. "As bifidobactérias ajudam a equilibrar a flora intestinal e colaboram para as defesas do organismo", lembra a nutricionista Carla Mendonça, da Los Paderos, empresa que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj. A linha semipronta não leva conservantes e pode permanecer na geladeira por mais de 15 dias.

Além das mais variadas sementes e grãos, os farelos — tanto o de trigo quanto o de aveia — são unanimidade quando o assunto é fibra. Fibra e receita de pão, claro. Por isso, observe a presença dessa palavra nas embalagens e dê preferência a produtos que a trazem logo no início da lista de ingredientes. Afinal, essa relação, que vem estampada nos rótulos, é organizada pela quantidade em ordem decrescente.

Além de frearem o apetite, as fibras facilitam o trânsito intestinal e, assim, afastam a prisão de ventre. Há também provas do poder dessa substância na diminuição do risco de tumores. Uma pesquisa que acaba de ser publicada no periódico científico British Medical Journal reforça esse papel. Estudiosos do Imperial College de Londres, na Inglaterra, analisaram diversos trabalhos e concluíram que existe um elo entre uma dieta fibrosa e a menor propensão ao aparecimento de câncer no intestino.

"A cota diária do nutriente é de 25 a 35 gramas, que devem vir não só de pães integrais mas das frutas, das hortaliças e das leguminosas, ou seja, dos feijões", destaca a nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica BKNR Prevenção e Saúde, na capital paulista. O novo pãozinho, entretanto, não vive só de fibra: ele oferece uma gama de nutrientes. Que tal uma pitada de ômega-3? A festejada linhaça é uma excelente fonte dessa gordura protetora das artérias.

E você também já deve ter ouvido falar de outro manancial de ômega, a chia, cujo nome científico é Salvia hispanica. Essa semente andina fazia um enorme sucesso entre os povos pré-colombianos e, ultimamente, passou a estrelar muitos estudos. Um trabalho recente, realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, mostra que incluir seus grãos no pão nosso de cada dia ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. Além de dar um olé na fome e combater o ganho de peso, o equilíbrio nas taxas de glicose colabora para afastar o fantasma do diabete.

O pão integral ainda oferece vitaminas do complexo B, que, entre outras funções, destacam- se por beneficiar o cérebro. Aliás, por falar em massa cinzenta, vale salientar que o principal nutriente dos pães em geral é, sem dúvida, o carboidrato, ingrediente que modula a fabricação da serotonina, substância por trás de sensações de bem-estar e prazer. Por isso mesmo, os que aderem aos regimes sem carboidrato se tornam meio ranzinzas. São muitas as dietas da moda que pregam sua exclusão. É mau humor na certa.

Tudo começou na década de 1970, com a famosa Atkins, que virou mania entre os americanos. "Desde então, ela já foi relançada algumas vezes e copiada ou adaptada outras tantas", relata a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Ela explica que, ao retirar o carboidrato do cardápio, perde-se muita água e isso, inicialmente, traz impacto na balança. Mas estudos mostram que essa atitude, a longo prazo, não funciona. "Uma alimentação equilibrada deve contemplar 55% das calorias na forma de carboidratos, 15% na forma de proteínas e 30% na forma de gorduras", ensina a especialista.

Para quem se preocupa com a boa forma, é importante frisar que o carboidrato preserva os músculos. Diferentemente do que muita gente pensa, não é só a proteína que tem essa incumbência. Quando o consumo de um dos principais itens fornecidos pelo pão se torna escasso, o corpo vai buscar reservas energéticas depositadas na massa magra, o que acaba prejudicando a musculatura e abrindo caminho para a flacidez. "A privação do nutriente resulta em queda no rendimento e até desmaios durante a prática de atividade física", enumera a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo, que completa: "Em situações em que a quantidade de carboidrato é insuficiente para a recuperação muscular, pode haver crises de fome, dores de cabeça, alteração no humor, irritabilidade e insônia".

Justamente pela oferta de carboidrato é que os pães são aliados dos esportistas. Os elaborados com a farinha refinada entregam energia rapidamente e vão bem antes de suar a camisa, durante treinos mais longos e logo após a atividade física. Uma coisa é certa: o pãozinho deve ser o protagonista à mesa logo cedo, no café da manhã. Afinal, após oito horas de sono, o organismo precisa suprir seu estoque de combustível. Desânimo e dificuldade de concentração são sintomas recorrentes para os que pulam o desjejum.

E qual é o melhor acompanhamento para o pão na primeira refeição do dia? Margarina, dizem 32% dos 2 300 brasileiros ouvidos em um estudo da Associação Brasileira de Nutrologia. Ela desbancou a manteiga, cheia de gordura saturada — em demasia, ela entope as artérias. Para a nutróloga Isabela David, coordenadora do trabalho, vale combinar o pão com o creme vegetal ou o azeite de oliva extravirgem. "Procure saborear torradas integrais com geleias de frutas arroxeadas, que são ricas em polifenóis", acrescenta. Esses compostos têm ação antioxidante e combatem o envelhecimento precoce.

Fora o café da manhã, o alimento pode figurar em diferentes ocasiões. A sugestão é incrementá-lo com proteína, nutriente que equilibra o índice glicêmico. Assim, a digestão se torna mais lenta, as descargas de açúcar acontecem de forma gradual e a fome não surge tão cedo. A nutricionista Maria Cecília Corsi, da Essencial Light, em São Paulo, sugere o queijo cottage, o cream cheese light, além do blanquet de peru, para compor sanduíches. "O pão é uma boa pedida em saladas, cortado em cubinhos, temperado com azeite e levado ao forno", indica. Se no prato também aparecerem folhas verdes, vegetais coloridos, atum ou salmão defumado, a receita equivale a um jantar. Maneire no couvert, que pode inflacionar a dieta. E, se o menu oferecer massas, arroz ou batata, opte por só uma das fontes de carboidrato. Lembrando: o pão nosso é cada vez mais sagrado à mesa.

Receita milenar

Foi pelas mãos egípcias que se deu o nascimento do verdadeiro pão. Pesquisadores contam que, no antigo egito, lá pelo ano 4000 a.C., um cozinheiro esqueceu um pedacinho de uma massa feita de farinha de trigo ao relento e assim, sem querer, surgiu o fermento. é que, durante a experiência involuntária, gases produzidos por micro-organismos do levedo tentaram, em vão, escapulir da massa, mas foram detidos por proteínas. o resultado da reação química foi o aparecimento de um alimento de casca firme e de miolo fofo. mas há quem defenda que foram os gregos que deram ao pão um toque mais, digamos, gourmet, já que eles incluíram na receita sementes aromáticas e outros ingredientes. documentos atestam que no século 3 a.C. eles saboreavam pelo menos 72 tipos de pão.


Sotaques variados

Francês
De imitação de baguetes de Paris até suspeitas de que seria argentino, não se sabe ao certo como surgiu nosso famoso pão francês.

Nórdico
Versão consumida em países como a Suécia, costuma levar centeio, gergelim, açúcar, além de trigo.

Portugueses
O papo seco é parecido com o pãozinho francês, ou seja, tem miolo fofo e casca crocante. Já a broa leva milho na receita.

Italiano
Ele é feito com um tipo de fermentação que o torna meio azedo. o ciabatta, também de origem italiana, é diferente porque pode levar leite.

Sírio
É apreciado no oriente médio, por isso também ganha o nome de pão árabe. Seu formato achatado é perfeito para montar sanduíches.


O polêmico glúten

Dietas por aí pregam a exclusão dessa substância, mas não há aval científico sobre sua relação com o ganho de peso. A gastrenterologista e pediatra Vera Lucia Sdepanian, da Universidade Federal de São Paulo, explica que a intolerância ao glúten é marcada por sintomas como o emagrecimento rápido, a perda de massa magra e a diarreia. "o inchaço abdominal e a flatulência também são indicadores da doença celíaca", afirma. Por isso, se esses sinais surgirem sempre após o consumo de pães que contenham trigo, aveia, centeio e cevada, procure um médico. o distúrbio interfere em estruturas do intestino que absorvem os nutrientes. "Para que o diagnóstico seja certeiro, a mucosa intestinal precisa ser analisada", explica. Existem também exames de sangue que dosam certos anticorpos.

RECEITAS

Experimente receitas deliciosas e saudáveis, no Blog Receitas da Tia Sô.

A partir da Revista Saúde. Leia no original

CARBOIDRATO : COMO COMER SEM ENGORDAR

|0 comentários
Apesar de muitas dietas da moda banirem o nutriente dos pães e das massas, um novo estudo publicado no periódico científico British Medical Journal mostra que seguir regimes que abusam de fontes de proteína animal pode aumentar o risco para doenças cardiovasculares.

Para chegar a essa conclusão, cientistas europeus analisaram hábitos de um grupo de 43 396 suecas, durante 15 anos. E entre aquelas que exageravam nos filés, houve maior propensão para infartos.

O problema desses cardápios é que, além de extrapolar na dose protéica, há grandes porções gordurosas embutidas.

Para emagrecer, a primeira dica é procurar a orientação de um especialista e cortar calorias com equilíbrio.

Lembre-se: Um cardápio saudável precisa ter de 55 a 60% de carboidrato, vindos de cereais e seus derivados, de preferência integrais.

Veja abaixo 4 dicas para comer carboidrato sem perder a linha:

1-Troque refinados por integrais
Pães, bolos, massas, arroz. Essas delícias continuam delícias mesmo na versão integral, pode acreditar. Saiba que, ao incluir esses itens no cotidiano, você enche o cardápio de fontes de carboidrato complexo, que colaboram para o trânsito intestinal e prolongam a saciedade.

2- Coma no jantar, mas não exagere
Pela manhã, durante o dia ou à noite, não importa o horário, cada grama de carboidrato sempre fornecerá 4 calorias. Nutricionistas garantem que para manter o peso, o certo é evitar exageros, isso sim. Não importa o nutriente, excessos noturnos é que levam à obesidade, afinal nesse período o metabolismo desacelera.

3- Combine do jeito certo
A soma de fontes de carboidrato - caso dos pães, frutas, biscoitos e massas - com alimentos cheios de proteínas, como os laticínios e as carnes, desacelera a digestão. Assim a absorção da glicose fique mais lenta e a energia é disponibilizada aos poucos. Esse mecanismo auxilia no controle do peso.

4- Consuma seis porções
Parece exagero? Mas é o que sugerem os guias alimentares pelo mundo afora. A dica é distribuí-las ao longo do dia nas refeições principais e naqueles lanchinhos intermediários. Ao fracionar a alimentação, os níveis de glicose ficam equilibrados, o que evita picos de insulina e garante o energia necessária para todas as atividades.
A partir da Revista Saúde. Leia no original

DICAS E RESPOSTAS PARA ROTINA ALIMENTAR

|0 comentários
O processo de emagrecimento está intimamente relacionado com sua alimentação. Confira algumas dicas e respostas para que sua rotina alimentar contribua para a perda de peso

"Uma dieta à base de proteínas ajuda mesmo a emagrecer?"

A dieta das proteínas entrou na moda há alguns e ganhou muitos adeptos mundo afora. Ela propõe que alimentos ricos em carboidratos, como pães e doces, sejam banidos do cardápio. Ficam liberadas carnes, maionese e outras comidas gordurosas. No Brasil, um dos grandes defensores desse modelo de regime é o endocrinologista carioca Alberto Sefarty. Segundo ele, o consumo excessivo de carboidrato leva o organismo a produzir muita insulina. Essa substância ajuda a aumentar as gordurinhas na cintura. "Além disso, insulina demais provoca o espessamento das artérias, o que leva à hipertensão", diz o médico. "Ela também faz o fígado produzir muito colesterol ruim, aumentando os riscos de aterosclerose e de derrame cerebral."

Sem carboidratos, o organismo passaria a produzir menor quantidade do hormônio. E então recorreria à gordura armazenada nos pneuzinhos como fonte de energia. Essa, enfim, é a idéia da dieta da moda. Mas nem todos concordam com ela. A Associação Brasileira de Estudos da Obesidade (ABESO), por exemplo, faz questão de condená-la. De acordo com seu presidente, o endocrinologista Walmir Coutinho, também do Rio de Janeiro, deixar os carboidratos de lado é agir na contramão da história.

"Esse regime apregoa o consumo de comida gordurosa, a grande responsável pela explosão da obesidade no Brasil", diz Walmir. "Essa comida forma depósitos de gordura localizada mais rápido do que os carboidratos." Para o médico, diminuir pães, massas e doces na alimentação também leva a alterações do humor e a um prejuízo das funções cognitivas. E não é só: "Sem carboidrato suficiente pode haver perda de massa muscular", alerta Coutinho. Seu colega, Sefarty, rebate esse argumento: "Isso só acontece em estados de inanição". No lugar dos regimes drásticos, a ABESO propõe a reeducação alimentar, em que se evitam os alimentos gordurosos e dá-se preferência a várias refeições durante o dia, com frutas, verduras, cereais e carnes magras.

"Por que ingerir boas doses de fibras no dia a dia favorece a perda de peso?"

As fibras são substâncias encontradas nas frutas, verduras e cereais que não são digeridas em nosso aparelho digestivo. Parte delas, as solúveis, é aproveitada pela flora intestinal, gerando diversos efeitos positivos, como proteção contra o câncer de cólon e redução do colesterol. Já as insolúveis passam incólumes pelo intestino e contribuem com a formação do bolo fecal e sua eliminação do corpo. Como são duras de quebrar, as fibras retardam a digestão, evitando também a sobrecarga de açúcar no sangue, bem como altas doses de insulina circulante. Tudo isso resulta num aumento da saciedade, o que nos faz evitar ataques de gula nas próximas horas. Estudos recentes sugerem que o consumo regular de fibras é capaz de reduzir a medida da cintura — e perder barriga, hoje se sabe, é crucial para afastar males cardiovasculares e o diabete.

"Dá para comer batata frita durante o regime?"

Sim, libera um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Lá, os pesquisadores elaboraram um programa de reeducação alimentar para 86 pessoas acima do peso. Elas seguiram essa dieta durante três meses. Mas, pasme, podiam incluir no cardápio de cinco a sete porções de batatas por semana. Na prática, uma porção equivale a uma batata cozida ou a duas colheres de sopa da versão frita. No final do trabalho, todos os participantes perderam medidas, mostrando que o alimento pode fazer parte de uma estratégia para eliminar os quilos extras.

Só que, antes de sair correndo até o fast-food mais próximo, é importante saber que tudo depende da maneira como a fritura for feita - e da quantidade que você comer, claro. "A temperatura ideal é entre 170º e 180°C", orienta a nutricionista Vanderlí Marchiori, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. Se durante o preparo muita fumaça começar a sair da frigideira, é sinal de que esquentou além da conta.

"E a quantidade de óleo deve ser suficiente para cobrir o alimento." Mas sem exageros. Não vale extrapolar na quantidade do ingrediente nem usá-lo com muita parcimônia: isso faz com que a batata absorva mais e mais óleo, tornando-se um petisco pra lá de gordo. Outra dica é não reutilizá-lo, mesmo que pareça novinho. "Durante o aquecimento prolongado o produto se altera, demorando mais tempo para fritar os alimentos. Isso também aumenta sua absorção", diz Vanderlí.

"Comer banana de manhã faz a gente emagrecer mais rápido?"

Essa fruta tão popular entre nós está emagrecendo muita gente no Japão e nos Estados Unidos, países que reúnem um número cada vez maior de adeptos da chamada Dieta da Banana Matinal. Desenvolvida por Hitoshi Watanabe, um especialista em medicina preventiva em Tóquio, ela caiu na boca do povo. Literalmente. Nunca se vendeu tanta banana por lá como no último verão, época do ano em que normalmente a melancia, entre outras frutas mais apropriadas para sucos refrescantes, é a mais consumida.

A tal dieta consiste basicamente no seguinte: no café da manhã, o candidato a magro pode comer bananas à vontade e nada mais. É desejável que beba também água em temperatura ambiente. O motivo? Bem, sabe-se que o líquido dá saciedade. Então, entraria como um coadjuvante para espantar a fome. Nas refeições seguintes, pode-se comer de tudo, mas só até as 8 da noite. Após o jantar, nada de sobremesa. Já o lanchinho da tarde permite até uma guloseima. Os únicos itens proibidos são sorvetes, derivados do leite e álcool.

A nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo, acredita que esse tipo de dieta não traga prejuízos à saúde. "Isso porque não restringe nenhum grupo de nutriente", justifica. "Os carboidratos, tidos como vilões do emagrecimento, não ficam de fora, o que é ótimo. E a proibição de laticínios e álcool não chega a ser nenhum pecado. Afinal, esses produtos desencadeiam processos inflamatórios."

E pensar que a banana carrega o peso de ser engordativa. "Essa fama é injusta. Na verdade, além de matar rapidamente a vontade de comer, ela contém enzimas que aceleram a digestão, favorecendo uma rápida perda de peso. Sem contar que também tem fibras do tipo solúvel, aquelas que se ligam à água, formando uma espécie de gel que demora para sair do estômago", completa Vanderlí.

O poder emagrecedor da banana deve-se também ao amido resistente, um carboidrato complexo encontrado na batata, em leguminosas e massas integrais e que, dentro do corpo, se comporta como uma fibra, favorecendo o funcionamento do intestino e dando aquela sensação de barriga cheia. Detalhe: o amido resistente aparece muito mais na banana verde.

Pelo sim, pelo não, começar o dia comendo banana só pode fazer bem. Afinal, tanto a banana-prata, como a da terra, a ouro e a maçã - para citar as mais apreciadas em terras brasileiras - são lotadas de potássio, mineral imprescindível para os músculos, como bem sabem os atletas.

"Beber cerveja engorda mesmo?"

Em doses moderadas e acompanhada de uma dieta balanceada, a bebida não faz a barriga estufar. Além disso, poderia até oferecer ao corpo alguns nutrientes capazes de ajudar na guerra contra a balança.

As frases acima parecem inacreditáveis, porém uma pesquisa da Universidade de Barcelona, na Espanha, veio para mostrar que elas fazem sentido. Os cientistas observaram 1’249 voluntários com mais de 57 anos e perceberam que quem tinha uma dieta balanceada e bebia o líquido amarelo se mantinha nos trinques — e, às vezes, até perdia peso.

É claro que isso tem muito mais a ver com o que está no prato do que com o copinho de cerveja. Só que essa bebida tem lá seus benefícios — ela, por exemplo, possui cálcio, um mineral conhecido por combater a obesidade. A famosa gelada ainda está associada a um menor risco de desenvolver diabete e pressão alta. É, portanto, uma protetora do sistema cardiovascular.

Resta saber o que beba com moderação quer dizer na prática. Segundo a pesquisa espanhola, um copo por dia já é mais do que suficiente. E, claro, é melhor não tomá-lo junto com aperitivos engordativos, bem conhecidos nas mesas de bar. Difícil? Talvez. Mas sem dúvida uma tarefa mais fácil do que perder os pneus vindos de noites repletas de frituras e refrigerantes.
A partir da Revista Saúde. Leia no original

DIETA MEDITERRÂNEA-BRASIL : CARDÁPIO

|0 comentários


Afine 4 kg com a Dieta Mediterrânea à brasileira

Cardápio inspirado na alimentação europeia reduz medidas e aumenta a longevidade


Cardápio da Dieta do Mediterrâneo à brasileira para 5 dias
DIA 1
Café da Manhã
1 fatia de pão integral light + 1 colher (chá) de creme de ricota
1 xícara de chá verde sem açúcar

Lanche da Manhã
200 ml de suco de abacaxi com folhas de agrião

Almoço
1 prato de salada de folhas verde-escuras + 1 colher (café) de azeite extravirgem + vinagre balsâmico
2 colheres (sopa) de arroz 7 cereais
½ concha de lentilha cozida
1 filé de sardinha
200 ml de suco de uva integral

Lanche da Tarde
1 taça de salada de frutas + 1 colher (sopa) de granola light

Jantar
1 prato de salada de agrião com tomates-cerejas
2 colheres de arroz integral com cenoura
1 filé de abadejo com ervas finas

Ceia
1 xícara de chá de hortelã + 5 unidades de pistaches
Risoto de camarão faz parte do cardápio

DIA 2
Café da Manhã
1 unidade de torrada integral light + 1 colher (chá) de geleia natural de frutas sem açúcar
200 ml de suco de soja sem açúcar de pêssego

Lanche da Manhã
1 laranja-lima + 1 castanha-do-pará

Almoço
1 prato de salada de repolho com couve crua + 1 colher (café) de azeite extravirgem
2 colheres (sopa) de feijão branco cozido
1 xícara de brócolis, couve-flor e aspargos cozidos no vapor
1 filé de peito de frango grelhado
200 ml de suco de uva integral

Lanche da Tarde
3 ameixas pretas + 2 damascos

Jantar
1 prato de salada de alface americana com rabanete
2 colheres (sopa) de arroz à grega
1 casquinha de siri

Ceia
1 xícara de chá de jasmim + 2 castanhas de caju

DIA 3
Café da Manhã
1 fatia de pão integral light + 1 colher (chá) de queijo cottage light
1 xícara de chá vermelho sem açúcar

Lanche da Manhã
1 barrinha de cereais com castanhas

Almoço
1 prato de salada de escarola com ½ manga picada + 1 colher (sobremesa) de azeite extravirgem
2 colheres (sopa) de arroz integral
2 colheres (sopa) de ervilha fresca
1 filé de salmão com molho de maracujá
200 ml de suco de uva integral

Lanche da Tarde
200 ml de água de coco

Jantar
1 prato (sobremesa) de legumes grelhados
2 filés de sardinha
100 ml de vinho tinto seco

Ceia
1 xícara de chá de erva-cidreira + 1 castanha-do-pará

DIA 4
Café da Manhã
1 banana-prata amassada + 1 colher (chá) de canela em pó + 1 colher (sopa) de farinha de aveia
1 xícara de café preto sem açúcar

Lanche da Manhã
1 maçã gala

Almoço
1 prato de salada de folhas com brócolis e couve-flor + 1 colher (café) de azeite extravirgem
2 colheres (sopa) de arroz integral
2 colheres (sopa) de feijão fradinho
1 filé de corvina assada
200 ml de suco de uva integral

Lanche da Tarde
2 fatias de queijo branco
1 fatia fina de melancia

Jantar
1 prato de salada de folhas + 1 colher (café) de azeite extravirgem
1 prato raso de macarrão integral com atum
100 ml de vinho tinto seco

Ceia
1 xícara de chá de erva-doce + 2 amêndoas

DIA 5
Café da Manhã
Meio mamão papaia + 1 castanha-do-pará + 1 amêndoa
1 xícara de chá de casca de abacaxi

Lanche da Manhã
1 pera

Almoço
1 prato de salada de folhas de alface americana + 3 morangos picados + cenoura ralada
5 colheres (sopa) de risoto de camarão
200 ml de suco de uva integral

Lanche da Tarde
1 copo de suco de maracujá + 1 colher (sobremesa) de farinha de linhaça

Jantar
1 prato de salada de folhas + 1 colher (chá) de azeite extravirgem + 1 colher (chá) de vinagre balsâmico
100 g de mussarela de búfala + 3 nozes picadas
100 ml de vinho tinto seco

Ceia
1 xícara de chá de camomila + 1 noz

DIETA MEDITERRÂNEA-BRASIL: ELIMINE ATÉ 4 QUILOS

|0 comentários
Cardápio inspirado na alimentação
 europeia reduz medidas e aumenta a longevidade

A dieta, oriunda da culinária de países banhados pelo mar Mediterrâneo, traz benefícios em dobro: facilita o emagrecimento e serve como uma poderosa aliada para a saúde do corpo e da mente.
Facilmente adaptada à realidade brasileira, o cardápio, de apenas 1.400 calorias, reflete os hábitos alimentares típicos da Grécia, Espanha, Itália, Marrocos, Tunísia e sul da França. Aliado à prática de exercícios regulares, a dieta promete secar 4 kg em um mês.

Dieta internacional, cardápio brasileiro

Na alimentação, a dieta prevê um grande consumo de frutas, hortaliças, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes e vinhos, além de pequenas quantidades de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces, que também se fazem presentes de forma moderada.

“A utilização dessa dieta na alimentação brasileira se torna fácil devido à grande produção nacional de hortifrútis. Entre os brasileiros há também um grande consumo de carnes vermelhas, que na Dieta do Mediterrâneo é recomendada que seja consumida cerca de duas vezes por semana”, explica o nutricionista e fisiologista Ricardo Zanuto.

Para perder peso, é preciso consumir carnes magras como alcatra, lagarto, patinho e coxão duro. Os peixes de águas profundas também podem ser incorporados ao cardápio: “Na Dieta do Mediterrâneo são utilizados atum, sardinha e salmão”, salienta Zanuto.

Esses peixes possuem grande quantidade de ômega-3, uma gordura poli-insaturada tida como boa e que exerce importantes efeitos anti-inflamatórios no organismo. “Outras alternativas para o consumo de ômega-3 vem pela ingestão de alimentos como soja, nozes, espinafre, pepino, couve e couve de Bruxelas”, informa o nutricionista.

Meia hora de caminhada basta, diz nutricionista

A Dieta do Mediterrâneo tem como base a prática diária de exercícios físicos e o consumo adequado de água, fator extremamente importante para o controle metabólico do organismo.

“A população mediterrânea, originalmente, mantinha a atividade física regular, o que já proporciona um aumento da longevidade e melhoria da saúde em geral. Cerca de 30 minutos de caminhada por dia é o suficiente para alcançar os benefícios desse estilo de vida”, orienta.

Segundo Zanuto, a perda de peso pode variar para cada pessoa. “Depende de fatores como idade, peso, nível de atividade física e raça. De forma geral, o cardápio tem, em média, 1.400 calorias, baseando-se em uma mulher com 60 kg e que faz atividade física regular. A perda é de 4 kg por mês”, explica.

Conheça os benefícios da dieta para a saúde

A Dieta do Mediterrâneo apresenta vários fatores positivos para a saúde, começando pela base da pirâmide, que apresenta a prática de exercícios físicos diários.

Um estudo feito por Mark P. Mattson, do laboratório de neurociência do Instituto Americano de Envelhecimento em Baltimore, Estados Unidos, mostra que o alto consumo energético é responsável por uma série de desordens neurodegenerativas ao longo do envelhecimento e que podem ocasionar o desenvolvimento de Alzheimer e demência.

“Além disso, já é muito bem estabelecido que o consumo energético elevado, associado a um estilo de vida sedentário, é o responsável pelo desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, como diabetes mellitus do tipo 2, hipertensão arterial e diversos tipos de câncer”, enfatiza Zanuto.

Conheça os diversos benefícios que a dieta mediterrânea à brasileira pode oferecer à sua saúde:

Mais energia: o consumo de cereais integrais, que apresentam baixo índice glicêmico, e óleos vegetais, que possuem boas quantidades de ácidos graxos (ômega-3 e ômega-6), atuam como fontes energéticas.

Efeito anti-inflamatório: o ômega-3 e o ômega-6 atuam como anti-inflamatório no organismo.
Bom funcionamento do intestino: os vegetais e as frutas, seguidos posteriormente das leguminosas e legumes, são fontes de fibras, auxiliando no funcionamento normal do intestino.

Reduz o colesterol: vegetais, frutas, leguminosas e legumes também contribuem para a diminuição da absorção do colesterol, que em excesso é responsável pelo desenvolvimento de diversas cardiopatias.

Aumenta a massa muscular: os peixes, ovos e aves são considerados alimentos construtores. Eles apresentam grandes quantidades de aminoácidos (fontes formadoras das proteínas), que são responsáveis pela formação e reparação da massa muscular.

Fortalece o sistema imunológico: com alto teor de aminoácidos, alimentos como peixes, ovos e aves também são responsáveis pela manutenção do sistema imunológico.

Formação da massa óssea: os laticínios, além de possuírem grandes quantidades de aminoácidos essenciais ao organismo, são uma importante fonte de cálcio – mineral necessário para a manutenção e formação da massa óssea, e também por uma série de sinalizações de hormônios e neurotransmissores no organismo.

Vídeo mostra os benefícios do azeite para a saúde!


A partir da Revista Shape. Leia no original

REMÉDIOS : O USO CORRETO E QUANDO EVITAR

|0 comentários
Os medicamentos atuam de formas diversas no organismo, mas o fato é que aceleram mesmo a perda de peso. Por outro lado, o uso inadequado pode conduzir à dependência e a outros efeitos colaterais importantes. Saiba mais e proteja-se!

1-Por que os remédios à base de anfetamina não podem mais ser usados por quem quer emagrecer?

A proibição da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que atingiu os medicamentos derivados anfetamínicos, para usar o termo mais correto, baseou-se no fato de que essas drogas poderiam provocar dependência. A medida, no entanto, é bastante controversa. “É claro que o uso desses medicamentos visando o aspecto meramente estético é absolutamente contraindicado,  uma vez que, como todas as drogas que atuam no sistema nervoso central, estas também podem causar dependência psicológica, como os sedativos usados para acalmar ou dormir”, afirma o endocrinologista Alberto Serfaty (RJ).

Grau de obesidade: ainda segundo o especialista, os anorexígenos retirados do mercado há pouco tempo, como o femproporex, a dietilpropiona e o mazindol, têm indicações indiscutíveis em pacientes com elevado grau de obesidade (IMC acima de 30), refratários a mudanças de hábitos de vida como dieta,  exercícios e terapia cognitiva. Em pacientes que tenham duas doenças, como diabetes tipo 2,  hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardíacas, entre outras, os remédios também estariam bem indicados.

Lucro final: “Nos casos citados acima, os benefícios da droga compensam os possíveis riscos.  Sabemos que todo medicamento é passível de acarretar efeitos colaterais, mas a medicina é um balanço entre custo e benefício. Se o custo for 1 e o benefício for 10 , o indivíduo lucra 9 , vale a pena. Porém, se for ao contrário, se o lucro for 1 e o benefício for zero, aí já custa caro e a medida não é vantajosa para o paciente. É preciso analisar caso a caso”, defende Serfaty.

2- Quais os riscos de tomar remédios que não foram aprovados para ajudar no processo de emagrecimento?

Como essas drogas não foram analisadas por um órgão regulador para esse fim, não é possível dar nenhuma garantia quando à eficácia delas ou mesmo à possibilidade de provocarem os mais variados efeitos colaterais. Assim, quem usa, corre o risco de jogar dinheiro fora, ou pior, de passar a sofrer de outras complicações, pelo uso inadequado de uma substância que, como todas as que estão no mercado, pode provocar efeitos benéficos ou maléficos.

Uso supervisionado: “Todo remédio precisa de supervisão e acompanhamento para o uso. Com os remédios que auxiliam no emagrecimento não é diferente”, reforça a endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo da Obesidade e Transtorno Alimentar do Hospital Sírio Libanês e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

3-  Quais são os efeitos colaterais mais comuns dos remédios para emagrecer?

A questão da dependência existe, mas ainda não é consenso na classe médica. “A dependência que esses remédios causam é mais psicológica do que física”, defende Serfaty

“Não é a dependência, mas os bons resultados do tratamento que levam à manutenção dele. Esses remédios realmente promovem o emagrecimento e a tendência é o ganho de peso com a suspensão”, argumenta o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Mudanças de humor: controvérsias à parte, outros sintomas colaterais são comuns no uso desses medicamentos. “Os mais encontrados são insônia, palpitação e irritação”,  afirma Claudia.

4- Como age um medicamento para emagrecer?

Depende do tipo de medicamento. A sibutramina, por exemplo, tem duplo efeito. “Ela é derivada dos anfetamínicos e atua no sistema nervoso central, estimulando  um neurotransmissor chamado dopamina, cuja baixa, além de fome, causa cansaço e depressão. Além disso, trata-se de uma droga que ajuda a controlar a saciedade, já que estimula outro neurotransmissor, a serotonina, cuja baixa dá compulsão, aumenta a vontade de comer doces,piora os sintomas da TPM e da depressão”, explica Serfaty.

Etapa de testes: já o orlistat diminui a absorção de gordura no intestino. “E ainda estão em fase de testes alguns medicamentos que aumentam a queima de gordura”, completa Mancini.

5- Por que quem toma remédios emagrece de forma mais rápida?

Quem conta com um medicamento recebe um estímulo extra. Ainda assim, precisará reeducar seus hábitos alimentares para alcançar um resultado efetivo.
Emoções sob controle: enquanto se está sob o efeito da droga, é comum sentir um pouco menos de fome, ansiedade ou tristeza, que são grandes motivações que temos para comer além da conta. Em outras palavras, os remédios mais usados para emagrecer atuam tanto na fome física quanto na fome dita “emocional”.
A partir de DietaJá. Leia no original

PIERRE DUKAN EXPLICA SEU MÉTODO

|0 comentários
Em entrevista, Pierre Dukan, que esteve no Brasil para o lançamento de seu novo livro, O método Dukan Ilustrado (Editora Best Seller, 288 páginas), explica detalhes sobre sua dieta e rebate algumas das críticas recebidas. Ele fala, ainda, por que as celebridades seguem sua dieta, critica os nutricionistas e aponta falhas no método de emagrecimento criado pelo falecido cardiologista Robert Atkins

Por que a sua dieta ganhou tantos adeptos mundialmente?Ela leva em consideração um detalhe muito importante: o fator emocional. Há alguns anos, o ser humano era visto como um motor. Você colocava combustível, ele funcionava. Isso era um desastre, essa teoria não leva em consideração que as pessoas têm sentimentos que afetam a forma de se alimentar. Uma das primeiras respostas às dificuldades da vida é comer — comer é fácil, não é muito caro e é viciante. Na dieta que desenvolvi, você tem uma estrutura, um mapa de como ela funciona. Na primeira fase, os resultados são muito rápidos: pode-se perder dois quilos em quatro ou cinco dias. E isso é algo anti-stress, já que você sobe na balança e descobre que a dieta é sua amiga. Além disso, tem a questão da quantidade do que se come. É possível comer uma porção grande, se a pessoa quiser. Um grande aliado da dieta é se sentir satisfeito, quando a pessoa não come o bastante, ela não consegue continuar. É possível evitar a vontade de comer doces, por exemplo, mas não a fome. A fome é biológica.

Como a dieta age fisiologicamente no organismo?
Quando se come só proteínas, além de promover a saciedade, o organismo gasta mais calorias para digerir proteínas do que carboidratos e gorduras. E quando as pessoas comem um grande pedaço de carne, elas param. Mas quando se come pão ou macarrão, é mais difícil parar de comer.

Se a dieta Dukan deve ser mantida por toda a vida, ela deve ser considerada uma reeducação alimentar e não uma dieta?
Não é mesmo uma dieta. Imediatamente após atingir o peso desejado, não se está mais de dieta, porque a terceira fase tem proteínas, vegetais, frutas, pão, queijo, carboidratos e refeições de gala. É uma dieta normal. E depois disso, na quarta fase, não é uma dieta de forma nenhuma, existe só um dia de proteína. Um dia na semana não é muito. Uma boa dieta é uma dieta que, quando acaba, você aprende alguma coisa. E o aprendizado da minha dieta é: menos carboidratos e um pouco mais de vegetais e proteínas. Só um pouco mais. E para quem não quiser comer carne, existe o tofu e outros produtos para vegetarianos.

Não consumir determinados tipos de alimentos, como os carboidratos, pode ser um problema para a saúde?
Em primeiro lugar, minha dieta, mesmo nos primeiros dias, não é sem carboidratos. Existem carboidratos em dois produtos: a aveia e os derivados do leite. Também existe gordura em peixes e carnes, mas em uma quantidade menor. Em segundo lugar, nos dias de hoje, as pessoas não se movimentam muito, então não precisam tanto de carboidratos como há 50 anos.

Quais são os efeitos colaterais da dieta?
Perder peso muito rápido pode causar mau hálito. Se a pessoa não ingerir líquido o suficiente, ela pode ter dificuldades para evacuar. Além disso, é possível apresentar fadiga nos primeiros dias, dependendo da alimentação que se tinha antes da dieta e da pressão sanguínea de cada um.

Mas se é uma dieta segura, por que tem efeitos colaterais?
Os efeitos colaterais são apenas aquelas pequenas coisas que eu mencionei, mas não há nenhuma consequência séria para a saúde. É preciso considerar que existe um problema e um remédio. Eu nunca ouvi falar de alguém que morreu com essa dieta, mas com diabetes e obesidade as pessoas morrem todos os dias. Por outro lado, existem benefícios. Após começar a dieta observa-se uma redução do diabetes, da pressão sanguínea, de problemas nas articulações e da apneia do sono.

A Associação Britânica de Dietistas considerou a dieta Dukan a número um a não ser seguida. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Essas pessoas não são médicos, são nutricionistas. Estão muito bravos comigo porque eles perdem dinheiro quando as pessoas preferem comprar o meu livro a ir ao nutricionista. Os nutricionistas dizem "mil calorias por dia" e entregam um papel impresso para a pessoa. Eles dizem que a minha dieta é uma dieta para as celebridades. Algumas celebridades estão seguindo a dieta, mas eu não a fiz para celebridades. Não quero me gabar, mas acho que neste século não há outro médico que vendeu tantos livros de dieta. Mesmo Atkins, que era famoso em sua época, não vendeu tantos livros. Se vendi um milhão de livros, não é sem razão, é porque as pessoas dizem aos amigos: "Eu fiz essa dieta e ela funciona. Você pode fazer também".

Qual é a principal diferença entre a dieta Dukan e a dieta Atkins?
Atkins recomenda o consumo de proteínas o quanto cada um desejar, mas ele diz o mesmo para a gordura. Na dieta dele é permitido comer manteiga e óleo, por exemplo, e para mim, nas primeiras etapas, não. A segunda diferença é que a dieta Atkins para após a segunda fase e ele diz "Se controle, faça exercícios e tome cuidado", mas "Tome cuidado" não é um programa. Essa é a grande diferença. Mas eu respeito Atkins. Eu o conheci em Nova York, era um homem muito interessante. Eu perguntei a ele "Por que você disse que não tinha problema ingerir gorduras?". Ele disse que acreditava que a gordura não era o problema, mas é um problema para o coração. Agora há um novo programa Atkins que reduz a gordura, assim como eu. Além disso, ele não aprovava os vegetais, porque eles têm carboidratos, mas é difícil fazer uma dieta sem vegetais.

As pessoas voltam a ganhar peso quando chegam à última fase da dieta?
Durante a quarta fase é normal ocorrer um ganho de peso lento, de 100 a 300 gramas durante a semana, mas quando chega a quinta-feira, em que se come só proteína, esse ganho é reduzido a zero. Por isso não se deve deixar de seguir a regra das quintas-feiras de proteína, para não acumular peso novamente. Após dois a três meses isso se torna automático, não é um problema.

'EU NÃO CONSIGO EMAGRECER': CONHEÇA A DIETA DUKAN

|0 comentários
O nutrólogo Pierre Dukan está no Brasil para divulgar seu novo
 livro, 'O método Dukan Ilustrado' 
(Mary Erhardy/Divulgação)
Criada pelo nutrólogo francês Pierre Dukan, a Dieta Dukan ganhou visibilidade por supostamente ajudar celebridades como Jennifer Lopez e Gisele Bündchen a perderem peso após a gravidez. Segundo a imprensa britânica, a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, teria perdido sete quilo graças à dieta antes do casamento real, o que fez com que ela ficasse conhecida também como Dieta da Princesa. No Brasil, há 23 semanas o livro Eu não consigo emagrecer (Editora Best Seller, 308 páginas), no qual Dukan descreve a dieta, está na lista dos mais vendidos de VEJA, e chegou ao primeiro lugar na categoria autoajuda.

Trata-se de uma dieta restritiva, dividida em quatro fases. Segundo o autor, as duas primeiras são voltadas para o emagrecimento e as duas seguintes para a estabilização do peso. De início, recomenda-se o consumo exclusivo de proteínas e, aos poucos, adicionam-se os demais alimentos, até a quarta e última fase, que deve ser seguida por toda a vida. Nesta etapa, a pessoa pode comer o que quiser, mas precisa seguir algumas regras, como se alimentar apenas de proteínas uma vez por semana e fazer 20 minutos diários de exercícios físicos.

Sem inovação – Com pequenas adaptações, o método Dukan é muito semelhante a outros que ficaram famosos no passado, como a dieta Atkins e a South Beach.  A primeira, desenvolvida pelo cardiologista americano Robert Atkins (1930-2003), foi considerada revolucionária nos anos 70, e tem como princípio a redução do consumo de carboidratos, que seriam substituídos por proteínas e gorduras. Já a South Beach, criada há dez anos por Arthur Agatston, também cardiologista americano, recomendava o corte de proteínas e gorduras na primeira de três fases.

Desde 2010, a Dieta Dukan figura na lista das "Cinco piores dietas das celebridades que não devem ser seguidas", elaborada pela Associação Britânica de Dietistas (British Dietetic Association), tendo ficado em primeiro lugar nos últimos dois anos.

Para os endocrinologistas Walmir Coutinho e Márcio Mancini, ambos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a dieta Dukan não passa de uma nova moda, sem comprovações científicas. "Apesar de todas as criticas feitas à dieta de Atkins, uma coisa é certa: ele inovou, mostrou que é possível emagrecer através de uma dieta com gordura e proteína. Depois disso, diversos médicos escreveram livros e exploraram sua descoberta sem nenhum conhecimento novo. Essas dietas nada mais são do que adaptações com pequenas variações de Atkins", afirma Coutinho.

Segundo ele, qualquer dieta que imponha uma restrição alimentar é capaz de promover o emagrecimento em curto prazo, mas os maiores problemas são a manutenção do peso e as possíveis consequências para a saúde de tal restrição, como a perda de massa magra e o consumo excessivo de sal, no caso de Dukan. O próprio Dukan admite que, no começo, o programa pode ter efeitos colaterais, como mau hálito e constipação.

Artigos relacionados

2leep.com